POSTA-RESTANTE (na web)

Thursday, September 07, 2006

PRÓLOGO (antes do blog 9)

Fala, Poppe!

A gente vai envelhecendo e começa a ser acessorado pelos filhos: o Emmanuel me deu algumas informações sobre o John Fante (esse nome não me era estranho, de onde mesmo???), depois procurou mais informações na net. Vou atrás do livro!

Quanto à proposta, é o seguinte: lembra que uma vez a gente conversou sobre publicar juntos um livrinho de cartas, não importa se cartas reais ou imaginárias (ao leitor não interessa o quanto há de privacidade por trás de supostas intimidades reveladas, não acha?).

Bem, já que a gente não fez isso naquela época, que tal fazer agora num blog? Assim: a gente cria uma página com uma senha que os dois conheçam:
Título: "POSTA-RESTANTE (na web)"
Autores: Ou a gente assume com nossos próprios nomes, ou cria pseudônimos...
Apresentação: Um pequeno texto, por exemplo:

"Nesses tempos publicistas e pós-modernos, de exposição e invasão de privacidades, dois amigos de priscas eras se encontram na Rede".

E aí a gente "simplesmente" retoma a nossa correspondência, ao vivo e a cores (como numa espécie de "big blog"). Nada impede, também, que a gente venha a incorporar nos diálogos postais (agora também virtuais) outros amigos, expandindo controladamente o blog.

O que acha? Vamos experimentar?
Dadim.

PRÓLOGO (antes do blog 8)

Eu poderia responder: pergunte ao pó. Este é o título do livro de John Fante, que tem por personagem Arturo Bandini, um jovem escritor na linha do Charles Bukowisk. Você vai adorar.

E a proposta? Mesmo sem conhecer, já gostei. Dobro sua aposta.

Poppe

PRÓLOGO (antes do blog 7)

Oi, Poppe, estamos on line?

Não conheço o Arturo Bandini não. Quem é!?

Dadim.

PRÓLOGO (antes do blog 6)

Dadim, velho, melhor você enviar a proposta primeiro.

Preciso te apresentar um amigo, se é que você já não o conhece: Arturo Bandini.

Grande abraço,

Celso

PRÓLOGO (antes do blog 5)

Ué, Poppe, você não vai responder minha resposta? Estou esperando pra te fazer uma proposta...

Abração,

Dadinho.

PRÓLOGO (antes do blog 4)

Fala, Poppe, amigo velho!

Acho que os amigos têm essa mania de condensar as vidas uns dos outros apenas nos seus melhores momentos: como o Poppe pode não estar satisfeito com a própria vida, a ponto de precisar "fazer alguma coisa urgentemente"!? Logo o Poppe, das grandes decobertas, dos grandes poemas, dos grandes olhares transformadores sobre as coisas mais banais deste mundo... Pois é, Poppe, talvez você não imagine também que eu realize apenas uma mínima parte de tudo que me cobro, mas - o que é ainda pior! - minha satisfação com o que sai fica devendo muita coisa à insatisfação pelo que podia ter feito, mas não deu... Acho que também preciso fazer alguma coisa urgentemente! E também ando precisando retomar aqueles bons papos com você...

Quanto ao blog, no início foi por insistência do Emmanuel, mas agora estou bem gostando da idéia. A propósito, tem lá um espaço para os "coments". Também a Clair abriu o blog dela, no endereço www.sheherazade1001.blogspot.com.

A idéia era pra ser realizada num livro de papel, contando histórias de mulheres antigas e novas que atravessaram o caminho dela. Um misto de história e crônica...

Acho que é só. Um grande abraço,

Dadim.

PS: Já lhe falei uma vez que nossas cartas, além de conversa de amigo, tem um pouco de exercício de escritura, não é?

PRÓLOGO (antes do blog 3)

Dadim, velho, visitei o seu blog (que chic!).

Pena eu ser um cara desorganizado. Recebi cartas antológicas suas e sabe deus onde foram parar. Aquela que você divulgou também é muito boa. Apesar de padronizado, o blog passa uma idéia muito interessante. Poderia ter uma área onde os visitantes deixassem suas impressões digitais sobre os seus escritos. Imagino que você está acrescentando coisas gradativamente e, se o conheço, logo teremos páginas e páginas.

Sinto falta dos nossos papos. Às vezes, tenho a impressão que estou me distanciando do convívio humano, que caminho no sentido oposto...O trabalho consome todas as minhas energias. Fui me transformando num cara meio amorfo, sem opiniões. Virei suco. Gostaria de poder dizer: eu tenho uma teoria sobre isso ou aquilo outro. Mas não tenho. Preciso fazer alguma coisa urgentemente, só não sei o quê.

Forte abraço,

Celso Poppe

PRÓLOGO (antes do blog 2)

Fala, Poppe

Eu devo ter visto uma centelha elétrica explodindo em alguma hora do dia, naquela 3ª, 22 de agosto, no Rio ou em Niterói...

Você deve ter visto alguma centelha elétrica explodindo em uma hora qualquer, também naquele mesmo dia, nos Campos dos Goytacazes...

Porque ao mesmo tempo em que você lembrava de mim (talvez pela Matemática) e enviava o e-mail, eu lembrava de você e incluía uma antiga carta que lhe escrevi (e que descobri cópia no meu computador) no blog que o Emmanuel criou pra mim!

Sincronicidade do Jung? Talvez... Prefiro achar que é a força da amizade que ajuda a nos manter vivos.

Um grande abraço,

Dadinho.

PS: O endereço do blog é www.everardodeandrade.blogspot.com .

PRÓLOGO (antes do blog 1)

Dadim,
Veja isto. Não sei pq me lembrei de ti. Deve ser pela matemática.
Saudade, amigo.
Celso Poppe

Ciência e Meio Ambiente
Matemático resolve problema centenário e recusa US$ 1 milhão
Grigory Perelman levou 10 anos para resolver a conjectura de Poincare
Um gênio russo ganhou um dos maiores prêmios mundiais de matemática nesta quinta-feira ao resolver um dos sete "problemas do milênio". Grigory Perelman, 40 anos, levou 10 anos para resolver a conjectura de Poincare, que descreve o formato do universo e intriga especialista há pelo menos 100 anos. Perelman, que divide o aluguel de US$ 74 com a mãe e está desempregado desde dezembro, recusou o prêmio de US$ 1 milhão a ser entregue pelo próprio rei da Espanha e alega que não fez nada de extraordinário.
"Eu não acho que eu seja de interesse público", disse o matemático ao London Telegraph. "Eu não falo isso por causa da minha privacidade, não tenho nada a esconder. Só acho que o público não deve se interessar por mim. Jornais deveriam ter mais discernimento sobre o que publicar, deveriam ter mais requinte. Até onde eu sei, não ofereço nada que acrescente à vida dos leitores", completou. Depois de 10 anos de trabalho, o modesto Perelman, ao invés de publicar seu achado em um importante jornal, jogou tudo em uma página da Internet, para que todos tenham acesso. "Se alguém tiver interesse na solução do problema, está tudo lá. Deixe-os pesquisar livremente."
Perelman vive recluso em São Petersburgo e mantém-se afastado da mídia. "Publiquei meus achados. É isto que ofereço ao público."